Coluna Velocidade Cearense: Viva o Racing Day

Confira mais uma coluna Velocidade Cearense, redigida pelo jornalista Robério Lessa.

Há muito tempo venho insistindo que para o automobilismo cearense crescer teria de haver união entre as categorias existentes nestas terras abençoadas e banhadas pelos verdes mares do Atlântico.  O que aconteceu domingo, no autódromo Internacional Virgílio Távora, na Região Metropolitana de Fortaleza, foi a confirmação de uma nova fase para o mundo motor alencarino.

Um dos frutos colhidos foi o apoio do Governo do Estado, que, por iniciativa do secretário da Casa Civil, Arialdo Pinho, deu suporte institucional através da Federação Cearense de Automobilismo, comandada por Haroldo Scipião.

O público presente era a resposta aos descrentes da possibilidade (hoje realidade) de se investir em um esporte que já teve seus tempos de glória em uma terra que é celeiro de bons pilotos, mecânicos e projetistas, na qual até o tricampeão mundial de Fórmula Um, Nelson Piquet, veio buscar um carro competitivo para uma categoria que chegou a fazer a abertura do GP Brasil de Fórmula Um, em Interlagos.

E é sobre o Racing Day que decidi escrever nesta coluna fazendo já um convite para a próxima etapa no dia 18 de julho em mais uma reunião de carros e pilotos de Marcas, Fórmula V 1.8, Superturismo, CTM e motociclismo.

Novidade
Uma das novidades desse Racing Day foi a introdução do reabastecimento para a Fórmula V 1.8. A idéia de Alexandre Roncy, projetista e criador da categoria foi a de levar maior emoção ao público. Por conta da parada para reabastecer os carros voltaram mais próximos, o que assegurou mais disputa dentro da pista.


Ressurgindo 1

Com esforços do presidente da Associação de Pilotos de Marcas e Endurance do Ceará (APME), Fábio Correia e do Vice-presidente da APME, Aldemir Gouveia, foi realizada a primeira etapa da CTM reunindo seis pilotos do Ceará, Pernambuco e Bahia. Com a idéia de redução de Custos a categoria decidiu usar pneus radiais no lugar dos slick e, a se confirmarem a procura de outros pilotos baianos, cearenses e pernambucanos, mais de 10 carros podem estar na pista em julho.

Ressurgindo 2
Além de cuidar da organização Aldemir Gouveia, ainda vestiu seu macacão de piloto e alinhou no grid da CTM. De nossas plagas Duda Bala e Eloísio Filho também decidiram competir nos carros que ficaram conhecidos nacionalmente como “Stock Car Nordeste”. Sem dúvida são carros da mais alta qualidade que ainda têm muita quilometragem para rodar. Diego Freitas foi o vencedor da corrida. Em segundo ficou Duda, seguido por Aldemir, em terceiro.

Amarelinho
Com um largo sorriso o piloto Kaio Freire, da equipe Cactus Serviços, saiu de seu Celta satisfeito com o resultado alcançado no domingo. Embora tenha tido problemas durante a classificação ele conseguiu completar as 16 voltas da corrida na qual chegou a disputar posições com Karl Michel durante grande parte do percurso. Para a segunda corrida Kaio vai usar novo comando de válvulas e escapamento. “Nessa eu cheguei em sexto, foi bom para uma estréia, mas na próxima quero melhorar meu desempenho”, concluiu.

Homenagem
O presidente do Clube de Competições Automobilísticas, Célio Freire, comandou as homenagens que o CCA e a APME renderam ao ex-piloto e dirigente Antônio Jorge Barros de Lima, o Jorjão. Com certeza ele vai fazer falta ao automobilismo cearense, mas fica dele a lição de sempre lutar pelas corridas. Muitos pilotos se emocionaram ao lembrar daquele que procurava dar sempre uma solução para ver nas pistas mais um carro rodando. Nosso Muito Obrigado ao Jorjão!

Polêmica 1
O piloto Alexandre Gualberto, que tem o apoio da Refrescos Frisco, Saga Peças, Navesa-Iveco, 3R- Lubrificantes (Petronas), Zé Agostinho Logística e Ceará Caminhões, mostrou desapontamento com sua desclassificação na prova de Marcas. Segundo ele não houve a intenção de provocar o choque contra Eduardo Pinheiro no final da reta dos boxes. Em conversa com este colunista, Gualberto fez questão de lembrar de sua trajetória como piloto que não adota nenhuma atitude mal intencionada.

Polêmica 2
Sei da repercussão que esse caso vai ter, e terá, dentro da categoria, mas observei atentamente as explicações de Gualberto e presenciei a conversa de Pinheiro com outros pilotos. Mesmo com a tensão do acidente, Eduardo não fez grande estardalhaço, tampouco procurou outra forma para resolver o problema. Com as cabeças frias é esperar a direção da FCA chamar os dois para assistirem ao VT do acidente e punir devidamente o culpado para que o caso não ganhe maiores dimensões do que já se tornou.

Polêmica 3
Acidentes fazem parte de quaisquer disputas automobilísticas, mas mesmo sem intenção, o causador merece punição para que o caso não se repita e fique de lição aos outros pilotos. É lamentável a postura de um integrante da equipe de Alexandre, que mesmo com sua desclassificação, insistiu para que o piloto permanecesse na corrida. O fato foi presenciado por várias pessoas e poderia acarretar em uma pena mais grave ao piloto. Se Gualberto merece o crédito e Pinheiro o elogio pela postura, o exaltado membro da equipe merece a censura pela falta de esportividade.

Estreando
Filho de Peixe…. Era esse o comentário mais ouvido dentro da equipe Trana quando da estréia de Marcos Rola Filho, herdeiro do piloto Marcos Rola. O jovem de 22 anos mostrou ter talento para a coisa, pois logo se acostumou com o carro da Superturismo e concluiu as suas duas primeiras provas com dois terceiros lugares, fato muito comemorado pelo seu pai e por sua mãe que festejaram com o pimpolho, mais um do clã liderado pelo veterano Mano Rola.

Por hoje fico por aqui.

Até breve.

Fotos:Robério Lessa.

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