Criamos para você um guia completo da temporada. Você vai ficar sabendo quais são as equipes, os circuitos e as novidades da Fórmula 1.
EQUIPES -
Novas regras: O que mudou na F-1 2009?
Fonte: F-1 na Web - Flávio Augusto
Decisões polêmicas, equipes e pilotos insatisfeitos, acusações, suspeitas, decepções e algumas surpresas. Os bastidores da Fórmula 1 estiveram bastante movimentados durante a pré-temporada 2009 e aumentaram ainda mais a ansiedade pelo início do campeonato.
Campeonato este, diga-se de passagem, bem diferente em relação ao do ano passado. Para tentar diminuir custos e tornar as corridas mais emocionantes, várias alterações foram divulgadas pela Federação Internacional de Automobilismo, a FIA, para a temporada 2009 da F-1.
Como novos pacotes de mudanças têm sido anunciados com frequência nos últimos anos, não seria absurdo se o público misturasse alhos com bugalhos e não entendesse mais nada em meio a tantas novidades. Para que isso não aconteça e a Fórmula 1 possa ser compreensível a todos, inclusive aos seus fãs, o F-1 na Web apresenta o que, de fato, mudou em 2009.
Pneus Slick
Após 10 temporadas fora da F-1, os pneus slick, ou lisos, voltaram à categoria em 2009. Mais rápidos que os pneus ranhurados, utilizados em 2008, os slicks possuem aderência cerca de 20% maior. Com as novas regras sobre a aerodinâmica, que diminuem consideravelmente a downforce, o aumento da aderência se torna ainda mais importante.
Durante as provas, os pilotos continuam obrigados a usar dois tipos de pneus, entre as quatro opções oferecidas pela Bridgestone: super-macio, macio, médio e duro. No entanto, a escolha não será por compostos consecutivos, de modo que a diferença entre eles vai ser bem maior do que na temporada passada. Os pneus macios serão identificados por uma faixa lateral verde.
Sistema de Recuperação de Energia Cinética (KERS)
Mais uma novidade da F-1 2009 é a introdução opcional do sistema KERS. O equipamento, que pode ser composto por um volante de inércia ou uma bateria elétrica, recupera e armazena a energia que seria desperdiçada nas freadas.
Por meio de um botão, localizado no volante, o piloto pode acionar esta energia e aumentar em cerca de 80 cavalos a potência do motor, num período de 7 segundos por volta.
Uma das maiores expectativas acerca do KERS é de que o aumento de desempenho possa auxiliar os pilotos durante as ultrapassagens.
Motores
A FIA elaborou, também, uma nova regulamentação a respeito dos motores. Em 2009, o limite de giros cai de 19000 para 18000 RPM. Além disso, cada piloto poderá utilizar somente oito motores durante toda a temporada, média de 1 peça para 3 corridas. Quem descumprir a regra perderá 10 posições no grid de largada ou, caso a infração tenha ocorrido após a qualificação, a punição será largar da última colocação.
Apesar das restrições impostas, a FIA divulgou que as escuderias receberão um adicional de quatro motores para a realização de testes.
Somente a Renault foi autorizada a modificar a performance de seu motor para 2009, com o objetivo de auxiliar o nivelamento da potência.
Aerodinâmica
A aerodinâmica foi um dos temas que mais gerou polêmica durante a pré-temporada 2009. Os apêndices, como chifres e mini-asas, localizados nas laterais e no bico dos carros, foram proibidos pelo novo regulamento.
As mudanças mais visíveis estão nas asas e no difusor dos modelos 2009. A asa dianteira, agora, encontra-se muito próxima ao chão e as suas dimensões também tiveram de ser alteradas: a largura foi reduzida de 15 cm para 7,5 cm e o comprimento aumentou de 140 cm para 180 cm.
Outra novidade é que a asa dianteira passa a ser móvel. Por meio de um motor elétrico, o piloto poderá alterar o ângulo da peça num intervalo de 6 graus, para, assim, adaptá-lo a diferentes trechos da pista. No entanto, o procedimento poderá ser efetuado, somente, 2 vezes por volta.
O aerofólio traseiro também sofreu alterações: a peça ficou mais alta e estreita. A largura passou de 100 cm para 75 cm e a altura poderá ser elevada em até 15cm.
O difusor, motivo de discórdia entre as equipes na pré-temporada, em virtude de diferentes interpretações do regulamento, também teve seu desenho modificado. A peça, além de ter ficado mais alta e longa, também foi levada para trás, ficando alinhada ao eixo da roda traseira.
As novas determinações da FIA buscam, sobretudo, tirar um pouco da importância da aerodinâmica no desenvolvimento dos carros e privilegiar aspectos mecânicos. A downforce diminuiu drasticamente e a turbulência enfrentada pelos pilotos, quando se posicionam atrás de outro carro, também foi reduzida, o que pode propiciar mais ultrapassagens durante as provas.
Testes
A partir de 2009, os testes foram limitados a 15000 km e não poderão ser realizados durante a temporada, que vai da semana anterior ao primeiro Grande Prêmio até 31 de dezembro.
No entanto, para esta regra, há uma exceção. Na verdade, duas. Entre o dia 1º de janeiro e a última prova do campeonato, as escuderias receberão 8 dias para testes aerodinâmicos, em linha reta ou raio constante, em circuitos previamente aprovados pela FIA.
Além disso, entre o último GP da temporada e o dia 31 de dezembro, os times terão direito a 3 dias de treinos com pilotos jovens, desde que eles não tenham disputado mais do que 2 corridas nos últimos 2 anos ou participado de 4 dias de testes nos últimos 24 meses.
Safety Car
A partir desta temporada, o pit lane ficará aberto enquanto o Safety Car estiver na pista e, com isso, os pilotos poderão reabastecer sem quaisquer penalidades. Contudo, para evitar que todos voltem aos boxes ao mesmo tempo, cada piloto deverá permanecer durante determinado tempo na pista, com base em sua atual posição. Caso este tempo mínimo seja desrespeitado, punições serão aplicadas ao infrator.
Limite orçamentário
Outra decisão polêmica anunciada pela FIA foi o limite opcional de orçamento, calculado em £30 milhões (cerca de R$95 milhões). Esta mudança, entretanto, entra em vigor somente na temporada 2010.
As equipes que aderirem a este teto receberão vantagens técnicas, como motores sem limitação de giros e liberdade aerodinâmica para o desenvolvimento dos carros. Ao passo que, para os times que optarem por gastos ilimitados, as regras atuais serão mantidas.
A idéia da entidade é atrair mais equipes para a F-1, além de tornar possível que escuderias com investimentos mais modestos possam sobreviver na categoria.
Sistema de pontuação
Na semana passada, a FIA divulgou que o título mundial seria concedido ao piloto com o maior número de vitórias, representadas por medalhas, e não mais ao que acumulasse o maior número de pontos durante a temporada.
Ao lado do limite orçamentário, esta foi a resolução que mais gerou debates nos bastidores da F-1. O novo sistema dividiu opiniões, mas, na maioria dos casos, foi duramente criticado. A Associação das Equipes de Fórmula 1 (FOTA) publicou um comunicado, no qual, baseada no Código Desportivo da própria FIA, contestava a validade da decisão.
Depois de muitas reclamações e trocas de farpas, a Federação voltou atrás e resolveu não alterar o regulamento, pelo menos para a temporada 2009. Ao que tudo indica, o novo sistema será mesmo adotado a partir de 2010.
Transparência e popularidade
De agora em diante, os bastidores da F-1 serão mais acessíveis e transparentes para fãs e meios de comunicação. Pelo menos é o que espera a FIA com mais uma das mudanças anunciadas para 2009.
A partir desta temporada, os pilotos serão obrigados a frequentar sessões de autógrafos no primeiro dia do fim de semana de GP, além de ficar a disposição da mídia após cada corrida, caso não tenham comparecido à coletiva de imprensa.
A FIA também se comprometeu a publicar o peso de cada carro imediatamente depois da sessão de treinos classificatórias, com o objetivo de facilitar o cálculo da quantidade de combustível usada por cada piloto durante a classificação.
A denominação dos pneus também se tornou mais simples: os compostos de chuva são chamados, agora, de “intermediários” e os de chuva forte passam a ser, somente, de “chuva”.







